Paraibano Julian Santt lança clipe “Cobra” e apresenta o álbum “Luz no fim o túnel”
Artista trans, paraibano Julian Santt inicia uma nova fase da carreira com o lançamento do single “Cobra”, que chega às plataformas digitais no dia 15 de maio acompanhado de um videoclipe cinematográfico gravado no sertão da Paraíba. A faixa antecipa o álbum “A Luz no Fim do Túnel”, primeiro disco do cantor, com estreia marcada para o dia 22 de maio. O projeto foi realizado com o apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura 2025/2026.
Misturando pop, hip-hop, sonoridades nordestinas e uma forte carga imagética, Julian transforma experiências pessoais em música dançante, intensa e visceral. “Cobra” nasce como um desabafo sobre relações abusivas, mentiras e processos de reconstrução emocional.
“‘Cobra’ é visceral e viciante”, resume o artista. “Quero que as pessoas dancem sentindo que venceram ou que podem vencer qualquer obstáculo.”
Natural de Campina Grande, na Paraíba, Julian Santt apresenta no novo trabalho uma virada estética e artística. Depois de anos trazendo em suas músicas discussões atravessadas pela militância LGBTQIAPN+, o cantor agora escolhe falar sobre desejo, dor, superação e espiritualidade através de uma narrativa mais íntima.
“Cansei de cantar que estamos morrendo; agora quero cantar sobre como é estar vivo”, afirma.
O álbum “A Luz no Fim do Túnel” acompanha cronologicamente os ciclos de um relacionamento amoroso: flerte, paixão, desejo, despedida, recaída, traição, revolta e superação. Ao longo das faixas, Julian utiliza a experiência afetiva como metáfora para um processo de ascensão espiritual diante das provações da vida.
A produção musical do disco é assinada por Rodolfo Amorim (RM no Beat), parceiro fundamental na construção sonora do projeto. Segundo Julian, encontrar o produtor foi quase uma experiência espiritual.

“Fiz uma oração pedindo pra encontrar alguém que acreditasse no meu trabalho e traduzisse exatamente o que eu tinha na cabeça. Alguns dias depois encontrei Rodolfo. Quando ele ouviu as guias, disse que queria produzir o álbum. Lembro de cair de joelhos e chorar agradecendo a Deus.”
Musicalmente, o disco dialoga com referências como Liniker, Gloria Groove, Black Alien e Bad Bunny, enquanto incorpora elementos regionais nordestinos como sanfona e rabeca em meio a beats pop e influências do hip-hop.
O videoclipe de “Cobra” amplia ainda mais o universo conceitual do projeto. Escrito e dirigido pelo próprio Julian Santt, o filme imagina um futuro distópico no sertão paraibano, inspirado em referências como Mad Max: Fury Road e Duna.
“Fiquei imaginando como seria um ‘Mad Max’ ou ‘Duna’ no sertão paraibano”, conta. Na narrativa, um personagem parte em busca da Flor Azul — elemento inspirado em lendas populares paraibanas sobre abundância de água — e encontra Cobra, uma inteligência artificial mística, metade máquina e metade orgânica, que tenta impedi-lo de alcançar seu destino.
Gravado na Pedra do Altar, próxima à cidade de Queimadas, o clipe aposta em tons quentes, tecnologia reciclada e estética futurista para exaltar visualmente o sertão nordestino. “Fiz questão de gravar lá principalmente pra enaltecer nossa região.”

Além da direção de Julian Santt, o videoclipe reúne nomes como Lara França, Clara Farias, Caio Fernandes, Babi M. Fraga, Juliano Bacelar e Carolina Brito na equipe criativa e técnica. Com “A Luz no Fim do Túnel”, Julian Santt entrega um trabalho que atravessa vulnerabilidade, desejo, espiritualidade e identidade sem abrir mão da pista de dança.
“Todo mundo vai ter pelo menos uma música pra se identificar”, diz o artista. “Mas uma coisa é certa: esse álbum também foi feito pra dançar.”
com informações da assessoria, fotos de Vanessa Pessoa



